sábado, 21 de março de 2009

Adeus, D. Ju@n!



Toda despedida tem um quê de tragédia, um amargor, uma tristeza, sei lá, toda despedida contém em si algo ruim, pelo medo de não haver o reencontro ou, pior, pela própria certeza. Ando me despedindo. De situações, de recordações, de pessoa... é esse o meu momento. Não o momento escolhido, mas o momento necessário. Me despeço porque não posso mais continuar ali, naquele lugar, mais no tempo que no espaço. Ou assim, desse modo, sabendo que nada vai acontecer e, se não tomar uma providência, vou simplesmente eternizando um vazio que me faz muito mal.

Hoje, me despeço de D. Ju@n, que esteve presente na minha vida por muitos anos, participando dela, dos meus sonhos e planos, pois sonhamos, planejamos, crescemos, fomos cúmplices, amigos... nos amamos e nos odiamos com grande intensidade, mas sei que os momentos de raiva foram infinitamente menores que os momentos de amor, e foram simplesmente uma porta que se abriu e não soubemos fechá-la...

Hoje me despeço de uma das pessoas que mais admirei na vida, e justo essa admiração sedimentou o amor que senti. Essa admiração foi a base do sentimento, por isso o sentimento de certa forma permanece...

Hoje me despeço de sonhos que não se concretizarão, mas não tomarei isso como problema, pior que um sonho não concretizado é não poder sonhar mais... e eu sou sonhadora por natureza, tenho Vênus na Casa 12, como costuma dizer meu tarólogo... trocando em miúdos, romantizo o amor, e como fazer isso sem sonhar? Me despeço dos sonhos que tanto acalentei e tanto quis vê-los tornarem-se reais, mas espero não ter perdido a esperança, e quero continuar sonhando muito, esperando muito da vida, esperando, acima de tudo, ser feliz. Porque eu, realmente, não desisto!

Hoje me despeço de você, D. Ju@n, mas de uma maneira doce e sem mágoas, agradecendo pelos bons momentos, pelo tanto que foi bom estarmos juntos, pelos “embrulhinhos”, “cinturinhas”, pela cumplicidade (enquanto ela existiu, foi algo fantástico!), por ser um aluno de espanhol tão dedicado, pelos auxílios no computador (embora eu esteja sem acentos, tenho que colá-los um a um - sem Excel, sem ...rs....). Agradeço pelo Well e pela Lady, meus cachorrinhos fofinhos, pelo coração que acende, comprado na Praça da Liberdade... aliás, por ela agradeço muito também, tem tudo a ver... o Belas nunca será o mesmo, as redondezas da Praça, o Xodó... as viagens pelo interior, desbravamos juntos as cidades próximas a BH e algumas nem tanto, por isso agradeço também... agradeço por ser meu companheiro musical, por conseguir sentir a beleza do jazz, do blues, da Sade, minha eterna ídola, Billie Holiday, Rod Stewart, nossa, tanta gente que curtimos juntos... pena que nossas últimas descobertas musicais não puderam ser partilhadas.. Agradeço por ser meu companheiro de cinema, meio capenga, mas esforçado, dormia em muitos filmes e me negava, assim, a possibilidade de discuti-los com você, o que era sempre uma perda... A nossa identidade espiritual foi outro motivo que nos aproximou, fomos companheiros até nisso... acreditamos nas mesmas coisas, temos os mesmos princípios, e isso facilitou ainda mais nossa convivência... torcemos pro mesmo time...rs... que não ganha muito mas me faz feliz! Por isso tudo te agradeço! Agradeço por ter me apresentado a D. Maria de Fátima, mulher corajosa que depositou, em mim, uma grande confiança, ao me ensinar que não havia mal em estarmos juntos se nos fazíamos bem... essa foi a lição que ela me deixou, e eu cheguei a agradecer-lhe quando conversei com ela no Ano Novo de 2005... Nossa, acho que não conseguiria te agradecer por tudo de bom que você me ensinou, participou, ajudou, desvendou, pela sua presença nos melhores momentos da minha vida! Oi... o carinho que eu tenho por você é imenso! A propósito, ainda havia aquela brincadeira do oi.. oi... prazer em te interromper, pra te mandar um beijo... Ah, me lembrei agora, agradeço até pelos nossos códigos, muitas vezes nos comunicávamos sem palavras, com gestos, siglas...rs... interessante, tem muito tempo, mas tenho quase certeza que ainda AFACV!!!... bye!

(Nenhum de nós vai pra guerra, viajar pra outro país nem nada, mas é mais do que necessária essa despedida e essa separação... um dia, quem sabe, nos encontraremos de novo! Beijo grande, daqueles que eu gosto!)

D. Ju@n de Marco - Have You Ever Really Loved a Woman?

Hoje estou meio saudosista, mas é o acerto que faço com o meu passado pra conseguir viver o presente e vislumbrar algum futuro... o filme D. Juan de Marco mexeu muito comigo pela sensibilidade que o personagem demonstrava no trato com a mulher... e a música-tema, do Bryan Adams, fantástica, falava direitin desse jeitin doce de se tratar uma mulher, se realmente ela fosse a mulher amada... você realmente já amou uma mulher?

Have You Ever Really Loved a Woman?

To really love a woman
To understand her
You gotta know her deep inside
Hear every thought
See every dream
And give her wings when she wants to fly
And when you find yourself
Lying helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that it’s gonna last forever
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
To really love a woman
Let her hold you
Do you know how she needs to be touched ?
You gotta breath her
Really taste her
You can feel her in your blood
Then when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that you’ll always be together
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
You got to give her some faith
Hold her tight
A little tenderness
You gotta treat her right
She’ll be there for you
Taking good care of you
You really gotta love your woman
And when you find yourself
Lying helpless in her arms

You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that it’s gonna last forever
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
Just tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
Just tell me have you ever really
Really really ever loved a woman.

Descobertas (1)

Em pleno dia 20 descobri essa música que pensei estar sendo cantada pelo Jorge Vercilo (ele tem tudo a ver com um momento da minha vida!), e só depois vi que era do Djavan... queria muito, naquele dia 20, que alguém cantasse ela pra mim... na verdade, queria cantar pra alguém esperando que desse resultado, mas nem tudo o que se quer...

Flor Do Medo

Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mal e tal
Mas pode até ser que seja demais

Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor que não vai matar ninguém
Pode ser vista, nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor
De amor

Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar sem aflição
Vem a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal
É, mas pode até ser que seja o amor

E por falar no Djavan e, principalmente, em flor... esta outra tem mais a ver com o meu momento... momento "solo"...

Flor de Lis

Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Prá esse moço me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de liz
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu

que pena...

terça-feira, 17 de março de 2009

final da história...

pensei em contar uma história bonita, como ela realmente foi durante muito tempo, mas vou resumir os fatos, indo logo ao seu desfecho, já que o que vale é o agora (não quero ser chamada de saudosista):

o menino cresceu e a flor murchou!

(o crescimento não representa crescimento em todos os sentidos... deixar de ser menino é, muitas vezes, deixar pra trás valores que só na pureza de um menino estão contidos - conservar esses valores depois de homem requer um balde de sensibilidade e coragem - e a flor... pobre flor! que poderia fazer estando ausentes, no agora homem, aqueles valores que fizeram com que ele a visse como uma flor única, tal qual a rosa do Pequeno Príncipe? não teve outra alternativa senão murchar...)


"-Ven y mira nuevamente a las rosas. Comprenderás que la tuya es única en el mundo. Cuando vengas a decirme adiós te regalaré un secreto.
.....
- Por cierto, cualquiera que pase creerá que mi rosa se les parece. Pero para mi ella es más imporante que todas ustedes, porque yo la regué, la protegí bajo la campana de cristal, la abrigué con el biombo, le maté las orugas (...), la escuché quejarse, alabarse, y alguns veces hasta callarse, porque esa rosa es mi rosa.
Y volvió con el zorro:
- Adiós - le dijo.
- Adiós - dijo el zorro -. He aqui mi secreto. Es muy sencillo: sólo se ve bien con el corazón. Lo esencial es invisible a los ojos.
- Lo esencial es invisible a los ojos - repitió el principito, para acordarse.
- El tiempo que tu perdiste por tu rosa es lo que hace con que tu rosa sea tan importante.
- El tiempo que perdi por mi rosa... - dijo el principito, para no olvidarlo."
(in "El Principito", Palabra Ediciones, México, p. 68)


domingo, 15 de março de 2009

A incrível história de D. Ju@n e Flor de Lis


Era uma vez um menino, D. Ju@n, e uma flor, Flor de Lis. Se encontraram virtualmente, se interessaram virtualmente, conversavam virtualmente, talvez sonhassem virtualmente... planejavam virtualmente? Não sei, só sei que, um dia, faz muito tempo, resolveram se encontrar pessoalmente. Daí que se interessaram pessoalmente, conversaram pessoalmente, se beijaram pessoalmente e começaram a sonhar pessoalmente, planejando pessoalmente... era tão bom se olharem.... tão bom se tocarem.... tão bom se sentirem... era tão bom ser tudo agora real... e tudo era tão real!


continua...