sábado, 7 de março de 2009

Recomeços...

Todo recomeço é difícil, complicado... nos obriga a sair da inércia, na qual estávamos tão comodamente instalados. Comodamente mesmo que sobre sarças e espinhos, pois incômodo mesmo é ter que agir, atuar, sair do ponto de estagnação onde nada nos é exigido.

Mas agora vai ser diferente. Analisando a situação em que me encontro, parada nos espinhos, (re)sentindo, em toda a sua extensão, as dores que eles causam, vou imaginar como seria estar sem esses incômodos do físico e da alma; logo, vou olhar pros lados e ver a possibilidade de desinstalar-me dali e colocar o carro em movimento; claro que sempre à custa de um esforço enorme, já que vinha me acostumando com os espinhos, porque periodicamente, alguém assoprava a minha dor.

Na verdade, não era só o acostumar-me com os espinhos, era a espera do parco alívio que eu imaginava vir desse sopro. Hoje, tentando olhar de fora, vejo que era um jogo “bate-assopra” ao qual vinha me acostumando e que aceitei participar faz muito, muito tempo, na esperança tola de que o “bate” terminasse.

Quem, senão eu, para dar um basta?

É o que busco agora. O “basta”. O fim. Pra que eu me permita o recomeço, mas em outras bases, de outra forma, jogando outro jogo. O jogo da igualdade, do ombro-a-ombro, do olhar pro lado e sentir-se acompanhada, e bem acompanhada, o que é fundamental... Quero estar pronta para o jogo da igualdade, do olhar terno e carinhoso que dispensamos/recebemos, da força mútua que passamos, da cumplicidade em todos os seus níveis! Agora, quero o jogo do crescimento, do “ser melhor com o outro”, não quero ser só anjo da guarda, quero que me guardem também. E com todo o amor e carinho que mereço.

E, antes que esse recomeço eu faça com alguém, recomeço agora comigo mesma, que sou ótima companhia, me quero bem, torço por mim e busco ser melhor simplesmente porque acredito que esse é o caminho.

Viva o recomeço, viva o jogo da igualdade, vivam meus sonhos, e que eu consiga transmutá-los todos em realidade!!!

domingo, 1 de março de 2009

Chorar...


Lava a alma, mas não a enxuga...
Acho que é isso que sinto: um choro leve, mas alguma coisa fica ali, escondida, silenciosa... alguma coisa que vai retornar.
Falo de um tipo específico de choro, ou por outra, um tipo específico de lágrima, que me acaricia mas que desce quente, às vezes queimando.
É a lágrima do aperto no coração, mas pode ser a lágrima da libertação. E esse choro é silencioso porém faz barulho, já que sinto o coração latejando em algum lugar. E me deixo chorar, assim, leve e pesadamente, mesmo que a lágrima apenas roce o meu rosto.