sábado, 26 de junho de 2010

o primeiro passo...


Ele não vacilou: ansiava por viver aquele momento. Palavras? Talvez atrapalhassem, pensou. Não, não agora. Era imprescindível que se falassem, tinha muito que dizer, muto que ouvir. Queria dizer o que sentia. E deixá-la sem nenhuma dúvida. Talvez o entendesse. Talvez... mas não agora, agora não. Agora, sem palavras. Nem esperou que ela chegasse perto, foi até ela. Devagar, só se moveu quando ela estava a poucos metros. Aí, encurtou o caminho. Devagar, sempre devagar. Como ela foi chegando também: apareceu no umbral da porta e veio com passadas normais, mas depois diminuiu o ritmo, como que esperando que ele fizesse a sua parte. E ele fez.