É bom.
Bater papos comigo, me questionar, refletir, pensar no que a vida me
oferece e na forma como eu trato esses oferecimentos. No que busco da vida e na
forma como exerço essa busca, bem como na intensidade com que essa busca é
exercida.
Coisa leve, gostosa, amena, como uma brisa da manhã...
Coisa pesada, intensa, dilacerante como uma tempestade em alto mar.
Vontade de chorar e colocar no papel, vontade de rasgar o papel
virtual, sair apagando tudo e não escrever mais nada...
Vontade de rir e contar tudinho, mas o tempo escrevendo é o tempo que a
coisa gostosa não é vivida...
Passado o furacão ou a calmaria, em algum momento vem a vontade de
escrever. De analisar um sentimento, um estado, uma situação. Vontade de
entender alguma coisa. Entender uma ação. Entender uma reação.
Acho que é basicamente isso que me faz escrever: me entender.
