domingo, 23 de junho de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

VOLTAR A ESCREVER


É bom.

Bater papos comigo, me questionar, refletir, pensar no que a vida me oferece e na forma como eu trato esses oferecimentos. No que busco da vida e na forma como exerço essa busca, bem como na intensidade com que essa busca é exercida.

Coisa leve, gostosa, amena, como uma brisa da manhã...
Coisa pesada, intensa, dilacerante como uma tempestade em alto mar.



Vontade de chorar e colocar no papel, vontade de rasgar o papel virtual, sair apagando tudo e não escrever mais nada...
Vontade de rir e contar tudinho, mas o tempo escrevendo é o tempo que a coisa gostosa não é vivida...

Passado o furacão ou a calmaria, em algum momento vem a vontade de escrever. De analisar um sentimento, um estado, uma situação. Vontade de entender alguma coisa. Entender uma ação. Entender uma reação. 

Acho que é basicamente isso que me faz escrever: me entender.


terça-feira, 12 de março de 2013

DA ADMIRAÇÃO




Sempre julguei, e não de forma totalmente errada, que a admiração sustentava o amor. Terminando um, não haveria como prosseguir o outro. Mas não, a coisa não é tão enfática assim. A admiração é um dos componentes que mantém de pé esse sentimento. Há outros, se bem que equivocados. Um deles são as lembranças. As boas. Que turvam nossa visão objetiva e dão sobrevida ao que, muitas vezes, já morreu.

Essas lembranças, as boas, que passaram, já eram (e, muitas vezes, nunca foram) nos dão a falsa ideia de que ainda há o que se admirar, ainda há algo que sustente o sentimento. E a pouca análise, ou nenhuma, faz com que o tempo passe e a falsa situação se mantenha.

Mas nada dura para sempre. Até o nosso engano, a nossa necessidade de nos manter enganados por puro conforto tem um fim. De repente, sem mais nem menos, a gente vê que sobrou pouco. Que era necessário haver mais, até mais lembranças boas, e mais recentes, para que o sentimento se sustentasse.

E o olhar vai ficando mais apurado, menos condescendente, desvestido do sentimento que o fazia subjetivo e mais crítico na busca da objetividade. Aí, meu caro, o bicho pega. Até dói. A gente consegue ver as fraquezas do outro; a capa de herói (que nós outorgamos!) escorrega, o herói deixa de ser super, não consegue voar e nem salvar-se a si próprio. Mas é a nossa libertação. Nos alforriamos. Nos libertamos dos grilhões que a nossa memória afetiva nos impôs; que a nossa necessidade de valorizar  o outro, para mantê-lo no patamar por nós escolhido, exigia. E, assim, o outro sai também liberto, na sua real estatura, sem ter que nos provar nada. 

O outro volta a ser só ele, simplesmente ele, sem os fru-frus que a gente coloca e realçam, às vezes, o que nem existe. E a gente volta a olhar pro outro com um olhar singelo, nem super nem subvalorizando o que vê. Ganhamos todos.

Então, se o olhar é de equilíbrio, dá pra ver se há admiração pelo que ocorre no presente (o passado passou e não volta) e se há sustentação para algum sentimento legal. Se não há, bye.

Melhor assim.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ALELUIA!!!



Me sinto livre...
Pra escrever o q eu quiser...
Pra escrever pra quem eu quiser... (vá lá, só tenho 3 opções: ou escrevo pra mim, ou pra vc, ou pra nós)...


Livre da fixação d olhar, todo dia, quantas vezes entraram no meu blog...
Livre da insegurança q isso vinha me causando, como se eu estivesse sendo vigiada e sem saber por quem...

Obrigada, às vezes vc toma conta d mim direitin...
bj!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Senhor...

Entrego-me em Vossas mãos.

Guia-me na direção correta, e que eu tenha a sensibilidade
necessária para perceber os Vossos sinais.


Hoje é um dia especial: aos meus filhos Fernanda, Marcelo e
Danilo e ao Mílton, que tornaram este mês tão importante
para mim.
Obrigada!


domingo, 4 de dezembro de 2011

A menina e o sonho

Era uma vez uma menina que tinha um sonho: andar de salto alto.

Ela olhava as pessoas, as revistas, a rua, e só reparava nos pés. Nos pés das pessoas que usavam salto alto, claro.

Mais tarde, foi além: começou a reparar no andar. No andar das pessoas que usavam salto alto, claro. No andar frágil, no andar seguro, no andar feliz, no andar incerto...

E pensou em como seria o seu andar quando o salto alto fizesse parte da sua vida: seria um andar mágico, quase levitando, sem esbarrar em nada nem ninguém. Teria sempre uma direção certa, sem dúvida nem medo.

Poderia, eventualmente, alterar o rumo. “Não, aqui não, prefiro ali”. Mas não porque se sentisse intimidada. Mudaria de rumo simplesmente porque ‘ali’ encontraria uma árvore em plena floração, e ‘aqui’ as flores ainda não estariam presentes. Mudaria de rumo porque talvez ‘ali’ ela encontrasse um cachorrinho sem dono, querendo brincar e, ‘aqui’, um preso ao dono pela coleira.

Seria tudo assim, certo e garantido, pois ela só conduziria os saltos a lugares e situações felizes.

Mais tarde, viriam os rapazes. Centenas. Milhares. E ela elegeria aquele que melhor se adaptasse ao seu andar, ao seu ritmo, e até à sua vocação de ir e vir sem rumo, pelo simples prazer de deixar isso acontecer.

O tempo passou. O sonho não. Saltos, saltos e mais saltos. De todas as cores e alturas. E ela nunca se deixou conduzir por eles. Ao contrário, tomou as rédeas dos seus passos e da sua vida.

Acho que vive feliz até hoje...




sábado, 24 de setembro de 2011