sábado, 23 de janeiro de 2010

Amor em pedaços, Amor por inteiro

Amor aos pedaços, amor que me despedaça...

Não, o amor cria, ampara, sustenta. Mas tem defeitos. Nós os temos. Se amamos, o fazemos com os nossos anseios, defeitos, o que temos de melhor e de pior, e é justamente aí que o amor nos serve: por amarmos, queremos o bem, o melhor, a virtude. Queremos crescer, ser melhores, queremos partilhar e participar das descobertas do outro. Mas há que haver tolerância. Sem ela, o amor não floresce. A ferro e fogo, o amor definha.

"O amor é o alimento do corpo. A tolerância é o alimento do amor. O Homem precisa do amor para viver, o amor precisa de tolerância para crescer..." (Tia Neiva, 18.10.78)

É, o ensinamento vem de onde menos se espera, cai no nosso colo, como se o deus Google o manipulasse a seu bel-prazer... e lá, da Tia Neiva, me veio essa lição, corroborando o que eu sinto com tanta intensidade: sem tolerância, o amor não floresce. A tolerância é necessária porque não sou melhor do que o outro, e devo dar ao outro a oportunidade, inclusive, de melhorar.

Bem, é só, o cansaço tem me corroído, vou sonhar. Mesmo com os olhos abertos, mesmo acordada, vou sonhar. E, assim, me fortalecer.