
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Como uma pluma...
Você chegou de leve, de mansinho, respeitando o meu momento, me dando muito e não exigindo nada, clareando os meus dias com seu sorriso, seu senso de humor, sendo cúmplice até no meu silêncio. Por tudo isso... obrigada! Você foi chegando de leve como uma pluma mas conseguiu se instalar... não quero que essa pluma voe pra longe de mim!
domingo, 19 de julho de 2009
Sobre atritos, amor e crescimento...
Foi o que aconteceu hoje, com o texto a seguir. Sempre achei que amar e deixar-se amar seria a porta do crescimento, mas aceitando o que de bom e ruim o amor oferece. As dores e os gozos do amor. Do amor de um modo geral. Hoje conheci este texto, conheci um pouco também do seu autor, e reforcei meu sentimento de que o atrito nos fortalece, é parte do amor, necessário ao nosso crescimento e vai polindo-nos até levar-nos, um dia, à essência.

ATRITOS
Roberto Crema
Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.
Os seres de grande valor
percebem que, ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.
(Roberto Crema é Psicólogo e Antropólogo do Colégio Internacional dos Terapeutas - CIT, analista transacional didata, criador do enfoque da síntese transacional, consultor em abordagem transdisciplinar holística e ecologia do Ser)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Meu anjo guardião...

Me fortalece, me aconchega, abraça esta mulher-menina, hoje tão frágil... pra que eu sinta a minha força, cresça, me faça dona do meu caminho...
Que eu mereça a saúde neste momento, mereça, tanto quanto almejo, a vitória do meu corpo, sempre se fazendo acompanhar pela vitória do meu espírito... e
que o sucesso do primeiro nunca se faça sem o crescimento do segundo...
Quero sentir a sua mão na minha testa, quero sentir o perfume da sua presença, quero sentir o alento da sua paz...
quero sentir a presença de Deus!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Te quero...

Te quero me querendo louco, quero te querer gostoso, quero loucuras a dois.
É assim o homem do meu desejo: me querendo, que eu o queira, amigo-companheiro-cheio-de-tesão.
Aí ninguém nos segura: querer ficar perto, querer tocar, querer amar e, por fim, amando.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A gente se deixa enganar...

força maior, fica ali, quietinha, sem sair da sua órbita, cumprindo alegremente o seu papel de iluminar o planetinha escuro, com a ilusão de que esse planetinha um dia surja resplandecente e, principalmente, dê valor ao seu trabalho silencioso, mas constante. Na esperança de esse planeta oco de intenções transcenda essa sua pobre vocação de “peixe que nada na superfície” e se aventure em águas profundas, deixando de ser oco, tendo um conteúdo que não seja unicamente voltado para o mundo material.
apartamento, não pra fazer amor, acariciar, ser feliz, mas pasmem, pra marcar presença, fantoche da/naquele território... isso satisfaz os dois: eu finjo que sou, você finge que acredita ... que triste! Dá-lhe, dinheiro, status, poder e posição, ouros de tolo!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
EU DESISTO!

Daí que recebi um texto que fala bastante do meu momento, e da dualidade persistência x teimosia. Quando é o quê? Não estou vivendo um momento de persistência, e sim de teimosia. Então, reafirmo: eu desisto!
Em tempo: do resto, não desisto não! da busca do amor, do amor correspondido, disso eu não desisto. Vivo pra viver o momento do amor correspondido. E pra isso estou aberta.
Bem, aqui vão fragmentos do texto de Simone Arrojo, “Coragem de Desistir”:
“Certa vez, num domingo, estava na casa de um namorado, lendo jornal na sala, eu num canto e ele em outro. De repente me veio uma luz, como se eu estivesse mais lúcida, como se os véus que me faziam imaginar o que se passava do outro lado tivessem caído finalmente. Comecei a olhar o ambiente, a situação e o que eu estava fazendo com a minha vida. Nada fazia mais sentido, meu lugar não era mais ali. Comecei a enxergar a situação com outros olhos...
.....
Lógico que, como uma luz, as informações e sinais aparecem de várias maneiras. Era hora de desistir, eu não estava acostumada a desistir de nada. Sempre terminei os cursos que comecei, sempre me achei persistente... sempre achei que desistir de qualquer coisa era para pessoas fracas.
Hoje, depois de muitos anos, percebi que desistir era meu ponto fraco. Sempre tive vontade e coragem para continuar, persistir e não entendi a linha tênue que existe realmente entre a teimosia e a persistência.
.....
Hoje eu entendo que muitas coisas nos machucam, muitas pessoas e situações passam dos limites de tolerância e do respeito. Deus, o Universo e nossa própria alma mostram que é chegada a hora de desistir de uma situação que já se esgotou e que ainda estamos presos por fios de dependência emocional, por medos infundados.
.....
Veja bem... não estou incentivando ninguém a desistir de nada. Estou dizendo que muitas coisas já acabaram faz tempo e nós não queremos aceitar que é chegada a hora de mudar, transcender. Água parada apodrece, água que flui purifica, limpa.
.....
Enfim, é preciso ter coragem de desistir do que nos faz mal, do que não É mais..
É preciso ter coragem para persistir no bem. Tudo o que faz bem para o corpo e para a alma. Aprendi a escolher tudo assim... estou aprendendo a confiar mais e mais em mim mesma e no Universo.”
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Cerrando círculos... ou virando páginas

"Siempre es preciso saber cuándo se acaba una etapa de la vida. Si insistes en permanecer en ella más allá del tiempo necesario, pierdes la alegría y el sentido del resto.
Cerrando círculos. O cerrando puertas. O cerrando capítulos. Como quiera llamarlo. Lo importante es poder cerrarlos. Lo importante es poder dejar ir momentos de la vida, que se van clausurando. ¿Terminó con su trabajo? ¿Se acabó la relación? ¿Ya no vive más en esa casa? ¿Debe irse de viaje? ¿La amistad se acabó? Puede pasarse mucho tiempo de su presente “revolcándose” en los porqués, en rebobinar el casette y tratar de entender por qué sucedió tal o cual hecho. El desgaste va a ser infinito, porque en la vida, usted, yo, su amigo, sus hijos, todos y todas, estamos abocados a ir cerrando capítulos. A pasar la hoja. A terminar con etapas o con momentos de la vida, y seguir para adelante. No podemos estar en el presente añorando el pasado. Ni siquiera preguntándonos por qué. Lo que sucedió, sucedió. Y hay que soltar, hay que desprenderse.
No podemos ser niños eternos ni adolescentes tardíos ni empleados de empresas inexistentes ni tener vínculos con quien no quiere estar vinculado a nosotros. No. ¡Los hechos pasan y hay que dejarlos ir! Por eso, a veces es tan importante romper fotos, quemar cartas, destruir recuerdos, regalar presentes, cambiar de casa. Papeles por romper, documentos por tirar, libros por vender o regalar. Los cambios externos pueden simbolizar procesos interiores de superación. Dejar ir, soltar, desprenderse. En la vida nadie juega con las cartas marcadas, y hay que aprender a ganar y a perder. Hay que dejar ir, hay que pasar la hoja, hay que vivir solo lo que tenemos en el presente. El pasado ya pasó. No espere que le devuelvan, no espere que lo reconozcan, no espere que “alguna vez se den cuenta de quién es usted”.
Suelte el resentimiento; el prender “su televisor” personal para darle y darle al asunto, lo único que consigue es dañarlo mentalmente, envenenarlo, amargarlo. La vida sigue para adelante, nunca para atrás. Porque si usted anda por la vida dejando “puertas abiertas” –por si acaso- nunca podrá desprenderse ni vivir el hoy con satisfacción. Noviazgos o amistades que no clausuran, posibilidades de “regresar” (¿a qué?), necesidades de aclaraciones, palabras que no se dijeron, silencios que lo invadieron. ¡Si puede enfrentarlos ya y ahora, hágalo! Si no, déjelo ir; cierre capítulos. Dígase a usted mismo que no, que no vuelve. Pero no por orgullo no por soberbia, sino porque usted ya no encaja allí, en ese lugar, en ese corazón, en esa habitación, en esa casa, en ese escritorio, en ese oficio; usted ya no es el mismo que se fue hace dos días, hace tres meses, hace un año; por lo tanto, no hay nada a qué volver. Cierre la puerta, pase la hoja, cierre el círculo. Ni usted será el mismo ni el entorno al que regresa será igual, porque en la vida nada se queda quieto, nada es estático. Es salud mental, amor por usted mismo desprender lo que ya no está en su vida. Recuerde que nada ni nadie es indispensable. Ni una persona, ni un lugar, ni un trabajo; nada es vital para vivir porque cuando usted vino a este mundo “llegó” sin ese adhesivo, por lo tanto es tan solo “costumbre” vivir pegado a él y es un trabajo personal aprender a vivir sin él, sin el adhesivo humano o físico que hoy le duele dejar ir. Es un proceso de aprender a desprenderse y humanamente se puede lograr porque, le repito, nada ni nadie nos es indispensable. Solo es costumbre, apego, necesidad. Pero… cierre, clausure, limpie, tire, oxigene, despréndase, sacuda, suelte. Hay tantas palabras para significar salud mental y, cualquiera que sea la que escoja, le ayudará definitivamente a seguir para adelante con tranquilidad. ¡Esa es la vida!"
(Sonia Hurtado)
Ai, isso foi escrito pra mim!
(Foi uma batalha: recebi o texto, em português, de um grande amigo, mas vinha como autoria de Fernando Pessoa. Nada contra, adoro suas poesias, na veste de qualquer dos pseudônimos, mas não consegui vê-lo escrevendo auto-ajuda. Perguntando ao São Google, encontrei, ao lado de milhões de Fernandos Pessoa, alguns Paulos Coelho. Buscando mais, cheguei à seguinte explicação, publicada na revista Época de 17.06.2005, edição n. 370: seria uma tradução livre feita por Paulo Coelho do texto da psicóloga colombiana Sonia Hurtado, utilizado em seu livro O Zahir, onde não aparece o nome da autora, ao argumento de que ele recebeu o texto através da net e já sem essa informação. Em tempos de Google, imagino o quão difícil seria, para ele, buscar a autoria... Pois bem: busquei, senão o original, ao menos o texto em espanhol, com poucas diferenças do que recebi em português, e é este que posto. O que importa, pra mim, é que as idéias nele contidas têm me ajudado muito.)
terça-feira, 28 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Descubiertas (3)
Algunas, interesante, ya las conocia, pero no sabía el autor...
Te quiero a las diez de la mañana, y a las once, y a las doce del día. Te quiero con toda mi alma y con todo mi cuerpo, a veces, en las tardes de lluvia. Pero a las dos de la tarde, o a las tres, cuando me pongo a pensar en nosotros dos, y tú piensas en la comida o en el trabajo diario, o en las diversiones que no tienes, me pongo a odiarte sordamente, con la mitad del odio que guardo para mí.
Luego vuelvo a quererte, cuando nos acostamos y siento que estás hecha para mí, que de algún modo me lo dicen tu rodilla y tu vientre, que mis manos me convencen de ello, y que no hay otro lugar en donde yo me venga, a donde yo vaya, mejor que tu cuerpo. Tú vienes toda entera a mi encuentro, y los dos desaparecemos un instante, nos metemos en la boca de Dios, hasta que yo te digo que tengo hambre o sueño.
Todos los días te quiero y te odio irremediablemente. Y hay días también, hay horas, en que no te conozco, en que me eres ajena como la mujer de otro. Me preocupan los hombres, me preocupo yo, me distraen mis penas. Es probable que no piense en ti durante mucho tiempo. Ya ves. ¿Quién podría quererte menos que yo, amor mío?
Otras, son una feliz novedad:
Tu cuerpo está a mi lado
fácil, dulce, callado.
Tu cabeza en mi pecho se arrepiente
con los ojos cerrados
y yo te miro y fumo
y acaricio tu pelo, enamorado.
Esta mortal ternura con que callo
te está abrazando a ti mientras yo tengo
inmoviles mis brazos.
Miro mi cuerpo, el muslo
en que descansa tu cansancio,
tu blando seno oculto y apretado
y el bajo y suave respirar de tu vientre
sin mis labios.
Te digo a media voz
cosas que invento a cada rato
y me pongo de veras triste y solo
y te beso como si fueras tu retrato.
Tú, sin hablar, me miras
y te aprietas a mí y haces tu llanto
sin lágrimas, sin ojos, sin espanto.
Y yo vuelvo a fumar, mientras las cosas
se ponen a escuchar lo que no hablamos.
..........
No es que muera de amor, muero de ti.
Muero de ti, amor, de amor de ti,
de urgencia mía de mi piel de ti,
de mi alma de ti y de mi boca
y del insoportable que yo soy sin ti.

Muero de ti y de mí, muero de ambos,
de nosotros, de ese,
desgarrado, partido,
me muero, te muero, lo morimos.
Morimos en mi cuarto en que estoy solo,
en mi cama en que faltas,
en la calle donde mi brazo va vacío,
en el cine y los parques, los tranvías,
los lugares donde mi hombro acostumbra tu cabeza
y mi mano tu mano
y todo yo te sé como yo mismo.
Morimos en el sitio que le he prestado al aire
para que estés fuera de mí,
y en el lugar en que el aire se acaba
cuando te echo mi piel encima
y nos conocemos en nosotros, separados del mundo,
dichosa, penetrada, y cierto, interminable.
Morimos, lo sabemos, lo ignoran, nos morimos
entre los dos, ahora, separados,
del uno al otro, diariamente,
cayéndonos en múltiples estatuas,
en gestos que no vemos,
en nuestras manos que nos necesitan.
Nos morimos, amor, muero en tu vientre
que no muerdo ni beso,
en tus muslos dulcísimos y vivos,
en tu carne sin fin, muero de máscaras,
de triángulos obscuros e incesantes.
Muero de mi cuerpo y de tu cuerpo,
de nuestra muerte, amor, muero, morimos.
En el pozo de amor a todas horas,
inconsolable, a gritos,
dentro de mí, quiero decir, te llamo,
te llaman los que nacen, los que vienen
de atrás, de ti, los que a ti llegan.
Nos morimos, amor, y nada hacemos
sino morirnos más, hora tras hora,
y escribirnos y hablarnos y morirnos.
Y, por fin, esa me encanta:
Espero curarme de ti en unos días. Debo dejar de fumarte, de beberte, de pensarte. Es posible. Siguiendo las prescripciones de la moral en turno. Me receto tiempo, abstinencia, soledad.
¿Te parece bien que te quiera nada más una semana? No es mucho, ni es poco, es
bastante. En una semana se puede reunir todas las palabras de amor que se han pronunciado sobre la tierra y se les puede prender fuego. Te voy a calentar con esa hoguera del amor quemado. Y también el silencio. Porque las mejores palabras del amor están entre dos gentes que no se dicen nada.Hay que quemar también ese otro lenguaje lateral y subversivo del que ama. (Tú sabes cómo te digo que te quiero cuando digo: «qué calor hace», «dame agua», «¿sabes manejar?», «se hizo de noche»... Entre las gentes, a un lado de tus gentes y las mías, te he dicho «ya es tarde», y tú sabías que decía «te quiero»).
Una semana más para reunir todo el amor del tiempo. Para dártelo. Para que hagas con él lo que quieras: guardarlo, acariciarlo, tirarlo a la basura. No sirve, es cierto. Sólo quiero una semana para entender las cosas. Porque esto es muy parecido a estar saliendo de un manicomio para entrar a un panteón.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Minha opção

“Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos” ou: como entrar plebeia e sair rainha.
mim e a todos que nem sempre o belo está coberto por uma “perfeita” embalagem, ao menos no sentido que damos à palavra “perfeição”.Como não foi possível colocar o vídeo, deixo a direção. Vale muuuuito a pena!
http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
terça-feira, 14 de abril de 2009
Sade Adu x Tony Braxton

Sempre achei que a Sade era o tema musical ideal pra uma noite de amor. Essa sempre foi minha teoria. Mas, nossa! tinha me esquecido da Tony Braxton! E cheguei à conclusão que, se a Sade foi a minha teoria, a Tony Braxton foi a minha prática. Interessante como isso tudo veio à tona: quase meia noite, voltando do final do primeiro de vários cursos rápidos que farei por puro diletantismo, com certificado e tudo na mão, peguei um cd que estava no meu quarto, e pensei no tanto de tempo que não o ouvia. Um pulo do pensamento à ação: fui ouvir o dito cd. Não sei se pelos 7 tipos de vinho que tive que bebericar no curso, já meio alegrinha mas dando conta do que acontecia, soltei o corpo na cama e viajei no tempo. Incrível, foi como que seguir um roteiro! Sabe aquela coisa que segue sempre o mesmo roteiro? Aquele roteiro que a gente nunca quer que mude, porque o filme é muito bom? E cada vez que você segue o roteiro fica mais cobra no que está fazendo? Quem sabe chegar à perfeição... claro, um roteiro flexível, maleável, que permite mil variações... E foram tantas as músicas quantas as sensações: Come on over there (essa, o início de tudo!), You’r makin me high, There’s no me without you, Unbreak my heart, Talking in his sleep, How can na angel break my heart, Find me a man, Let it flow, Why should I care, I don’t want to, I love me some him, In the late of night, Toni’s secrets. Ouvi tudo, gostei do que ouvi, do que senti, e gostei, principalmente, de não ter saído ferida dessa lembrança. Tenho boas lembranças do passado, mas passou. Quero estar pronta pra viver, no presente, aqueles que foram meus sonhos pro futuro. Que o passado sirva pra fortalecer minhas convicções, minhas vontades, meus sonhos, e que eu me presenteie, no momento atual, colocando em prática tudo que venho sonhando realizar, sem jogar pra um futuro fugidio essas realizações. Só tenho que arranjar outro tema musical, que esse cd da Tony Braxton tem dono!quinta-feira, 9 de abril de 2009
Descobertas (2)
Sou assim... maleável e curiosa, me ensina que eu aprendo!
Vamos andar que o tempo não para, a vida não espera, e cada dia é uma surpresa!
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, ótimas surpesas, tipo Jack Johnson, ela então, uma gracinha:
Janta
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that i'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
Cause i can forget about myself, trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my dayI let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my Day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I’ll let you stay with me if you surrender)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
The first time... again!

The first time ...
again! but always with the smell of the first time...
The first time with a person, but it seems like the first time in life...
The shyness, the doubt, the unknown, the not to know what to do, what
to expect...To wait for the right moment and get carried away, until things happen naturally... slowly and naturally...
The touch, the sound of the heart, Sade, and all the things do not be the first time but... may be a very special time!
sexta-feira, 27 de março de 2009
estranho...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Poor Sísifo!

sábado, 21 de março de 2009
Adeus, D. Ju@n!

Toda despedida tem um quê de tragédia, um amargor, uma tristeza, sei lá, toda despedida contém em si algo ruim, pelo medo de não haver o reencontro ou, pior, pela própria certeza. Ando me despedindo. De situações, de recordações, de pessoa... é esse o meu momento. Não o momento escolhido, mas o momento necessário. Me despeço porque não posso mais continuar ali, naquele lugar, mais no tempo que no espaço. Ou assim, desse modo, sabendo que nada vai acontecer e, se não tomar uma providência, vou simplesmente eternizando um vazio que me faz muito mal.
Hoje, me despeço de D. Ju@n, que esteve presente na minha vida por muitos anos, participando dela, dos meus sonhos e planos, pois sonhamos, planejamos, crescemos, fomos cúmplices, amigos... nos amamos e nos odiamos com grande intensidade, mas sei que os momentos de raiva foram infinitamente menores que os momentos de amor, e foram simplesmente uma porta que se abriu e não soubemos fechá-la...
Hoje me despeço de uma das pessoas que mais admirei na vida, e justo essa admiração sedimentou o amor que senti. Essa admiração foi a base do sentimento, por isso o sentimento de certa forma permanece...
Hoje me despeço de sonhos que não se concretizarão, mas não tomarei isso como problema, pior que um sonho não concretizado é não poder sonhar mais... e eu sou sonhadora por natureza, tenho Vênus na Casa 12, como costuma dizer meu tarólogo... trocando em miúdos, romantizo o amor, e como fazer isso sem sonhar? Me despeço dos sonhos que tanto acalentei e tanto quis vê-los tornarem-se reais, mas espero não ter perdido a esperança, e quero continuar sonhando muito, esperando muito da vida, esperando, acima de tudo, ser feliz. Porque eu, realmente, não desisto!
Hoje me despeço de você, D. Ju@n, mas de uma maneira doce e sem mágoas, agradecendo pelos bons momentos, pelo tanto que foi bom estarmos juntos, pelos “embrulhinhos”, “cinturinhas”, pela cumplicidade (enquanto ela existiu, foi algo fantástico!), por ser um aluno de espa
nhol tão dedicado, pelos auxílios no computador (embora eu esteja sem acentos, tenho que colá-los um a um - sem Excel, sem ...rs....). Agradeço pelo Well e pela Lady, meus cachorrinhos fofinhos, pelo coração que acende, comprado na Praça da Liberdade... aliás, por ela agradeço muito também, tem tudo a ver... o Belas nunca será o mesmo, as redondezas da Praça, o Xodó... as viagens pelo interior, desbravamos juntos as cidades próximas a BH e algumas nem tanto, por isso agradeço também... agradeço por ser meu companheiro musical, por conseguir sentir a beleza do jazz, do blues, da Sade, minha eterna ídola, Billie Holiday, Rod Stewart, nossa, tanta gente que curtimos juntos... pena que nossas últimas descobertas musicais não puderam ser partilhadas.. Agradeço por ser meu companheiro de cinema, meio capenga, mas esforçado, dormia em muitos filmes e me negava, assim, a possibilidade de discuti-los com você, o que era sempre uma perda... A nossa identidade espiritual foi outro motivo que nos aproximou, fomos companheiros até nisso...
acreditamos nas mesmas coisas, temos os mesmos princípios, e isso facilitou ainda mais nossa convivência... torcemos pro mesmo time...rs... que não ganha muito mas me faz feliz! Por isso tudo te agradeço! Agradeço por ter me apresentado a D. Maria de Fátima, mulher corajosa que depositou, em mim, uma grande confiança, ao me ensinar que não havia mal em estarmos juntos se nos fazíamos bem... essa foi a lição que ela me deixou, e eu cheguei a agradecer-lhe quando conversei com ela no Ano Novo de 2005... Nossa, acho que não conseguiria te agradecer por tudo de bom que você me ensinou, participou, ajudou, desvendou, pela sua presença nos melhores momentos da minha vida! Oi... o carinho que eu tenho por você é imenso! A propósito, ainda havia aquela brincadeira do oi.. oi... prazer em te interromper, pra te mandar um beijo... Ah, me lembrei agora, agradeço até pelos nossos códigos, muitas vezes nos comunicávamos sem palavras, com gestos, siglas...rs... interessante, tem muito tempo, mas tenho quase certeza que ainda AFACV!!!... bye!(Nenhum de nós vai pra guerra, viajar pra outro país nem nada, mas é mais do que necessária essa despedida e essa separação... um dia, quem sabe, nos encontraremos de novo! Beijo grande, daqueles que eu gosto!)
D. Ju@n de Marco - Have You Ever Really Loved a Woman?
meio saudosista, mas é o acerto que faço com o meu passado pra conseguir viver o presente e vislumbrar algum futuro... o filme D. Juan de Marco mexeu muito comigo pela sensibilidade que o personagem demonstrava no trato com a mulher... e a música-tema, do Bryan Adams, fantástica, falava direitin desse jeitin doce de se tratar uma mulher, se realmente ela fosse a mulher amada... você realmente já amou uma mulher?Have You Ever Really Loved a Woman?
To really love a woman
To understand her
You gotta know her deep inside
Hear every thought
See every dream
And give her wings when she wants to fly
And when you find yourself
Lying helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that it’s gonna last forever
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
To really love a woman
Let her hold you
Do you know how she needs to be touched ?
You gotta breath her
Really taste her
You can feel her in your blood
Then when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that you’ll always be together
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
You got to give her some faith
Hold her tight
A little tenderness
You gotta treat her right
She’ll be there for you
Taking good care of you
You really gotta love your woman
And when you find yourself
Lying helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
She needs somebody
To tell her that it’s gonna last forever
So tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
Just tell me have you ever really
Really really ever loved a woman
Just tell me have you ever really
Really really ever loved a woman.
Descobertas (1)
Flor Do Medo

Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mal e tal
Mas pode até ser que seja demais
Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor que não vai matar ninguém
Pode ser vista, nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor
De amor
Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar sem aflição
Vem a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal
É, mas pode até ser que seja o amor
E por falar no Djavan e, principalmente, em flor... esta outra tem mais a ver com o meu momento... momento "solo"...
Flor de Lis
Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Prá esse moço me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de liz
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
que pena...
terça-feira, 17 de março de 2009
final da história...
amada de saudosista):o menino cresceu e a flor murchou!
(o crescimento não representa crescimento em todos os sentidos... deixar de ser menino é, muitas vezes, deixar pra trás valores que só na pureza de um menino estão contidos - conservar esses valores depois de homem requer um balde de sensibilidade e coragem - e a flor... pobre flor! que poderia fazer estando ausentes, no agora homem, aqueles valores que fizeram com que ele a visse como uma flor única, tal qual a rosa do Pequeno Príncipe? não teve outra alternativa senão murchar...)
"-Ven y mira nuevamente a las rosas. Comprenderás que la tuya es única en el mundo. Cuando vengas a decirme adiós te regalaré un secreto.
.....
- Por cierto, cualquiera que pase creerá que mi rosa se les parece. Pero para mi ella es más imporante que todas ustedes, porque yo la regué, la protegí bajo la campana de cristal, la abrigué con el biombo,
le maté las orugas (...), la escuché quejarse, alabarse, y alguns veces hasta callarse, porque esa rosa es mi rosa.Y volvió con el zorro:
- Adiós - le dijo.
- Adiós - dijo el zorro -. He aqui mi secreto. Es muy sencillo: sólo se ve bien con el corazón. Lo esencial es invisible a los ojos.
- Lo esencial es invisible a los ojos - repitió el principito, para acordarse.
- El tiempo que tu perdiste por tu rosa es lo que hace con que tu rosa sea tan importante.
- El tiempo que perdi por mi rosa... - dijo el principito, para no olvidarlo."
(in "El Principito", Palabra Ediciones, México, p. 68)
domingo, 15 de março de 2009
A incrível história de D. Ju@n e Flor de Lis
continua...
sábado, 14 de março de 2009
Coisas totalmente apaixonantes....

Foi uma boa surpresa pra mim.... não os conhecia, fui ao show que eles fizeram aqui no Chevrolet Hall, e do jeito que sempre quis, muito bem acompanhada: eu e eu. Como pouca gente os conhecia, não forcei a barra com ninguém pra me acompanhar, fui sozinha, já tendo visto um montão de vezes alguns vídeos, cantado um montão de vezes algumas músicas, não o suficiente pra decorar as letras, mas deu pra quebrar o galho - aquela coisa de fã de ultima hora, sabe? - me senti bem no meio daquele mundaréu de fans que cantava tudo, do princípio ao fim!
quarta-feira, 11 de março de 2009
E os poemas não menos fantásticos de nossos poetas brasileiros...

Almas Perfumadas
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.
(nosso sempre fantástico Drummond!)
Isso me mandou uma amiga, dando-me força e acrescentando: "Acho que Drummond escreveu isso para pessoas como você, que tem todos os "cheiros" descritos; guarde-os para quem de fato os mereça, em primeiro lugar você, depois seus filhos e depois uma pessoa linda que vai aparecer em sua vida! Estou sentindo seu "cheiro" daqui. Nunca se esqueça que a vida é um recomeçar diário, e que o tempo é o melhor amigo para muitas coisas!"
Nao pude deixar de responder... "não sei qual é o meu cheiro atualmente, nesses momentos em que me julgo meio perdida, acho até que é cheiro de nada, cheiro nenhum...mas te prometo, amiga, não só por você, pela atenção e carinho que me vem dedicando, mas principalmente por mim, vou, em breve, ter cheiro de sombra qdo o sol estiver forte, cheiro de matinho quando chover e, cheiro de espreguiçadeira no cansaço, cheiro de comidinha gostosa na hora da fome e, principalmente, vou apurar bem o meu cheiro de amiga pra tudo o que você precisar, que esse cheirinho sei que nunca perdi."
E houve réplica.... "Só vc não está sentindo seus cheiros, eles nunca te abandonaram é q vc deixou de percebê-los como deixou de SE perceber e quase virou sombra de alguém que VOCÊ fez crescer muito, mas ontem fiquei feliz ao sentir um raio luminoso brilhando em vc, daqui a pouco o seu sol estará de volta e te fará mais fortalecida e mais poderosa, pq mais linda e "cheirosa" é impossível! Tô sempre aqui, bem do seu ladinho, ao seu inteiro dispor e torcendo muito por vc."
Obrigada, menina!
Nuestros hermanos y sus poesias fantasticas!
El Silencio
No digas nada, no preguntes nada.

Cuando quieras hablar, quédate mudo:
que un silencio sin fin sea tu escudo
y al mismo tiempo tu perfecta espada.
No llames si la puerta esta cerrada,
no llores su el dolor es mas agudo,
no cantes si el camino es menos rudo,
no interrogues sino con la mirada.
Y en la calma profunda y transparente
que poco a poco y silenciosamentre
inundará tu pecho de ese modo,
sentirás el latido enamorado
con que tu corazón recuperado
te irá diciendo todo, todo, todo.
(Francisco Luis Bernardez, argentino)
Viceversa
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte
tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte
tengo urgencia de oírte
alegria de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte
o sea
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
(el fantástico Mario Benedetti, uruguayo)
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Recomeços...
Todo recomeço é difícil, complicado... nos obriga a sair da inércia, na qual estávamos tão comodamente instalados. Comodamente mesmo que sobre sarças e espinhos, pois incômodo mesmo é ter que agir, atuar, sair do ponto de estagnação onde nada nos é exigido.Mas agora vai ser diferente. Analisando a situação em que me encontro, parada nos espinhos, (re)sentindo, em toda a sua extensão, as dores que eles causam, vou imaginar como seria estar sem esses incômodos do físico e da alma; logo, vou olhar pros lados e ver a possibilidade de desinstalar-me dali e colocar o carro em movimento; claro que sempre à custa de um esforço enorme, já que vinha me acostumando com os espinhos, porque periodicamente, alguém assoprava a minha dor.
Na verdade, não era só o acostumar-me com os espinhos, era a espera do parco alívio que eu imaginava vir desse sopro. Hoje, tentando olhar de fora, vejo que era um jogo “bate-assopra” ao qual vinha me acostumando e que aceitei participar faz muito, muito tempo, na esperança tola de que o “bate” terminasse.
Quem, senão eu, para dar um basta?
É o que busco agora. O “basta”. O fim. Pra que eu me permita o recomeço, mas em outras bases, de outra forma, jogando outro jogo. O jogo da igualdade, do ombro-a-ombro, do olhar pro lado e sentir-se acompanhada, e bem acompanhada, o que é fundamental... Quero estar pronta para o jogo da igualdade, do olhar terno e carinhoso que dispensamos/recebemos, da força mútua que passamos, da cumplicidade em todos os seus níveis! Agora, quero o jogo do crescimento, do “ser melhor com o outro”, não quero ser só anjo da guarda, quero que me guardem também. E com todo o amor e carinho que mereço.
E, antes que esse recomeço eu faça com alguém, recomeço agora comigo mesma, que sou ótima companhia, me quero bem, torço por mim e busco ser melhor simplesmente porque acredito que esse é o caminho.
Viva o recomeço, viva o jogo da igualdade, vivam meus sonhos, e que eu consiga transmutá-los todos em realidade!!!
domingo, 1 de março de 2009
Chorar...

sábado, 28 de fevereiro de 2009
Otras cositas mas....
Essas frases mexem comigo!
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota."(Theodore Roosevelt)

"Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar, não gosto porque preciso. Preciso, sim, por gostar."
(Mário Lago)

"Temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão meio mortos."
(Bertrand Russel)

"Tão bom morrer de amor... e continuar vivendo..."
(Mário Quintana)
O amor, sempre o amor...

"Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica. E da mesma forma que ele contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que ele sobe à vossa altura e acaricia vossos ramos mais ternos que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor a vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos moi até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
.....
Todavia, se no vosso temor procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Entao seria melhor para vós que cobrisseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor,
Para entrar no mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas nao todas as vossas lágrimas.
.....
O amor não tem outro desejo, senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor;
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança."
É isso... pequenas frases que me fazem pensar, pensamentos dos quais compartilho...
- da mesma forma como o amor me coroa, me crucifica... e da mesma forma que ele contribui para o meu crescimento, trabalha para a minha poda... como crescer forte sem haver poda???
- da mesma forma como o amor sobe à minha altura e me acaricia os ramos que se embalam ao sol, desce às minhas raizes e as sacode no seu apego aa terra... só o amor nos mostra o verso e o anverso, nos leva ao êxtase e nos traz ao chão...
- não, não procuro somente a paz e o gozo do amor... não quero entrar no mundo sem estações, um mundo morno, de poucas cores... quero chorar todas as minhas lágrimas, se esse for o preco para rir todos os meus risos!
- sim, já tive esses desejos: já conheci a dor de sentir ternura demasiada, e como é gostosa essa dor! já acordei na aurora com o coração alado e agradeci por um novo dia de amor! já adormeci com uma prece no coração para o meu bem-amado! quem senão eu para querer o melhor pra ele, a proteção de Deus para seus sonhos, iluminando os seus caminhos e trazendo-o de volta para mim? Sim, já adormeci muitas vezes com uma prece no coração pelo meu bem-amado...
Filhos... como é difícil soltá-los, como é difícil deixá-los crescer!
Como soltar um filho e saber que está solto em segurança e, principalmente, que ele voltará?
Como cortar aquele cordão que já foi cortado, mas que a gente insiste em manter? Aquele cordão que não só une, mas prende, amarra, quer manter sempre perto, sempre junto?
Soltar os filhos tem um quê de devoção que só hoje entendo. Tem um quê de desprendimento que machuca meu egoísmo, mas que aprendo a conviver com ele. Soltar os filhos é uma prova de amor muito maior do que mantê-los.
Muito cedo conheci Gibran Kalil Gibran e desde as primeiras linhas bebi das suas idéias com sofreguidão. Mas o texto dedicado aos filhos sempre me machucava, e seu entendimento só veio agora, muito tarde, mas a tempo. E em homenagem a ele, pelo que escreveu, a mim, pelo entendimento, e aos meus filhos, por serem o motivo da sua compreensão, transcrevo aqui esse texto, que agora, compreensível a mim, já não doi mais:
"Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outurgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Porque suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós: Porque a vida não anda para traás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos serão arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco que permanece estável."
Bem, é isso.... agora venho aprendendo a soltá-los, com a certeza de que, quando quiserem, pelo tempo que quiserem, terão sempre um lar para voltar!








