quinta-feira, 22 de julho de 2010

o quinto...


Era hora de se olharem. Ele sentia isso. Mas não queria sair daquele torpor gostoso, como se o menor movimento fosse quebrar o encanto. Como se só o seu pensamento comandasse a ação dos dois, sentiu que ela levantava a cabeça lentamente, abandonando o seu peito. O movimento foi lento e coordenado. O abraço foi tornando-se menos intenso, as cabeças foram se movendo, mas não chegaram a se olhar. Como um ímã, sem prévio aviso, desceu um pouco seu rosto, sabendo que iria encontrar, nesse percurso, os lábios dela. Não se olharam; ainda não. Roçou os lábios dela com cuidado e tesão, diminuindo o cuidado quando sentiu a sua nuca ser tocada. Procurou as costas dela por debaixo da blusa. Tremeu, ao contato com a pele.. Aí, acabou o cuidado, restando só o tesão.