domingo, 4 de dezembro de 2011

A menina e o sonho

Era uma vez uma menina que tinha um sonho: andar de salto alto.

Ela olhava as pessoas, as revistas, a rua, e só reparava nos pés. Nos pés das pessoas que usavam salto alto, claro.

Mais tarde, foi além: começou a reparar no andar. No andar das pessoas que usavam salto alto, claro. No andar frágil, no andar seguro, no andar feliz, no andar incerto...

E pensou em como seria o seu andar quando o salto alto fizesse parte da sua vida: seria um andar mágico, quase levitando, sem esbarrar em nada nem ninguém. Teria sempre uma direção certa, sem dúvida nem medo.

Poderia, eventualmente, alterar o rumo. “Não, aqui não, prefiro ali”. Mas não porque se sentisse intimidada. Mudaria de rumo simplesmente porque ‘ali’ encontraria uma árvore em plena floração, e ‘aqui’ as flores ainda não estariam presentes. Mudaria de rumo porque talvez ‘ali’ ela encontrasse um cachorrinho sem dono, querendo brincar e, ‘aqui’, um preso ao dono pela coleira.

Seria tudo assim, certo e garantido, pois ela só conduziria os saltos a lugares e situações felizes.

Mais tarde, viriam os rapazes. Centenas. Milhares. E ela elegeria aquele que melhor se adaptasse ao seu andar, ao seu ritmo, e até à sua vocação de ir e vir sem rumo, pelo simples prazer de deixar isso acontecer.

O tempo passou. O sonho não. Saltos, saltos e mais saltos. De todas as cores e alturas. E ela nunca se deixou conduzir por eles. Ao contrário, tomou as rédeas dos seus passos e da sua vida.

Acho que vive feliz até hoje...




sábado, 24 de setembro de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

Sinto muito!

Sinto muito. Sinto que certos amores sejam tão instáveis. Sinto que certos amores se enganem com o nome que assumem. Em resumo, que falem de amor em vão. Que usem em vão seu santo nome. Sinto muito que certos amores sejam palmeiras, que oscilam conforme o vento. Sinto que certos amores não se envergonhem de jurar de dia e exconjurar de noite. Sinto que certos amores não valorizem o aconchego do companheirismo, a ternura do compartilhar, o carinho da constância, a bênção da presença.

Sinto muito. E, infelizmente, sinto por mim também.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nova lua nova




Não postar nada por tanto tempo foi a opção pelo simples fato de que a última postagem era muito importante para mim: a Oração do Amanhecer com as entrelinhas que eu achei pertinentes. Li o texto completo várias vezes e isso me ajudou a, quem sabe, “rezar” melhor, de forma mais completa e mais concentrada.

Agora, sinto vontade de escrever alguma coisa sobre algo ainda confuso dentro de mim, mas que vem se tornando nítido, tomando forma e com contornos cada vez mais definidos.

Vivo, então, a minha nova lua nova. Luas novas há todos os meses no céu, e todas as vezes que tomamos uma resolução. Mas esta nova lua nova existe porque venho colocando minha resolução em prática.

Me lembro de quando foi minha última nova lua nova: dia 17.08.2008. Carrego essa data com alegria e tristeza. Alegria por me fazer valer, tristeza por toda a tormenta que atravessei deste então. Agora, estou vivendo esse período de novo.

Quero, acima de tudo, me libertar. Amar livre. Quero me soltar das promessas não cumpridas, não quero passar por tudo isso over and over again. And again and again. Quero ser objeto de consideração e respeito constantes, de carinho e de amor. Quero olhar nos olhos do meu companheiro e ver, de imediato, a cumplicidade e a admiração. Porque é isso que ele terá de mim. E um mundo de paciência, que sem ela amor nenhum resiste.

Quero flores, olhares furtivos, sorrisos marotos e beijos roubados. Quero, também, ombro amigo e amado, abraço acalentador, lágrima enxugada e pito carinhoso.

Quero fé no futuro, por querermos caminhar na mesma direção. Quero ser aceita como sou e receber estímulo para que eu possa mudar o que for necessário.

É possível? O pacote é difícil. Mas gostar carrega uma ternura tão grande, mas tão grande que o bem que queremos ao amado alivia essa carga.

Abracin gostoso, beijão bão, risin maroto, musiquinha inspiradora, Baileys com gelo, verão na praia, inverno no gelo, ou tudo trocado, ou nada disso, mas caminha gostosa, cinturinha, agradecimento de boa noite por dormirmos juntos e de bom dia por acordarmos idem. Quero crescer com o apoio do meu companheiro e ajudá-lo a crescer também.

Vivo a vida assim mole, mole!