Agora, o toque. Era inevitável. Levou a mão direita ao rosto dela. Um toque leve, como se algo pudesse quebrar-se a um toque mais rude. Como se o momento pudesse esvair-se, passar, e ela se fosse. Por tudo isso, o toque foi leve. Os dois se olhando, seus dedos passaram docemente por entre os cabelos dela. Um arrepio quase que imperceptível fez com que ela fechasse os olhos. Mas foi perceptível o suficiente para que ele o sentisse. Não soube se pelo toque ou em resposta ao arrepio dela, seu corpo respondeu da mesma maneira. Também com um arrepio, só que perceptível. Por vontade e por defesa, para conter o tremor do seu corpo, abraçou-a. Os braços dela, até então inertes, reagiram, e fecharam-se à volta dele, quase sem pressão.
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