sábado, 31 de julho de 2010

o sexto...


Foi ela quem primeiro se deu conta da situação. Diminuiu aos poucos a pressão dos lábios (ah, aqueles lábios!), das mãos na nuca (ah, aquelas mãos!) e do corpo (humm, aquele corpo que tanto lhe dizia!). Ele, ao contrário, ocupou o espaço deixado, como se a seguisse, aumentando a pressão da boca, mãos (aquelas costas...) e corpo. Queria retê-la. Queria perder a noção so tempo e manter-se assim, à mercê de um instante eterno. Que nada mudasse! Mas ela, novamente, recuou a cabeça, abandonando o beijo e aconchegando-a outra vez no seu peito. E outra vez o perfume dos cabelos dela invadiram os seus sentidos e a sua memória. Aqueles momentos de aconchego dela usou-os para ficar imóvel, na esperança de que ela se mantivesse assim também, aceitando as mãos dele se movimentando lentamente.


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